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A importância da prevenção dos traumatismos de face na prática desportiva

                   O atleta, por exigir mais do seu físico em relação às demais pessoas, necessita estar sempre atento à sua saúde, e a saúde bucal não pode ficar fora deste contexto. O rendimento do atleta pode ser reduzido se ele tiver algum distúrbio na sua saúde bucal. Algumas alterações bucais podem levar à redução do desempenho do atleta, tais como: má oclusão (encaixe entre os dentes), respiração bucal, perdas dentárias, desordens na ATM (articulação têmporo-mandibular), problemas nos canais, alterações gengivais, cárie dentária, etc. Estas alterações podem levar também ao aumento do risco de lesões (nas articulações dos joelhos, por exemplo) e dificuldade para recuperação de lesões musculares, bem como diminuição da capacidade aeróbica. O trauma na região da face ao praticar esportes pode afetar tanto a pele, músculos, nervos, como fraturar os ossos/dentes. Em casos mais graves pode provocar dano cerebral (TCE). Na face as lesões podem levar a perda de sensibilidade na pele, cicatrizes, alteração na visão (fraturas que envolvam a órbita), dificuldade na respiração, paralisia facial, má-oclusão, dificuldade de abertura e fechamento da boca e perdas dentárias. Os ossos mais afetados são o nariz, a mandíbula, o zigoma (maçã do rosto) arco zigomático, a maxila e as órbitas (ossos em volta dos olhos).

                  Maior atenção deve ser dada na prevenção dos traumas desportivos, pois estes são a terceira maior causa dos traumas faciais, destacando-se nestes casos as fraturas dos ossos da face e dos dentes bem como lesões de língua, lábios e bochechas. O traumatismo dental pode levar à perda dentária imediata (no momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após, devido à reabsorção das raízes dentárias). As modalidades de maior risco são os de contato, ou de impacto, como: boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, etc.  Nestes esportes, as chances do atleta sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 30% a 60% aproximadamente. Podem ocorrer choques, cabeçadas, cotoveladas, traumatismos crânio-faciais, fraturas nasais, ferimentos, até mesmo quedas acidentais ou agressões físicas como socos e pontapés.

                  A prevenção pode ser feita através dos protetores bucais, que atuam de duas maneiras: protegendo os dentes de fraturas ou avulsões e prevenindo lesões nas bochechas, língua e lábios e segundo a Academia Norte-Americana de Odontologia Desportiva, o uso de protetores bucais na prática esportiva reduz em até 80% o risco de perda dentária. Nos Estados Unidos e Europa, usar equipamentos de segurança é lei em inúmeras competições esportivas, mas no Brasil o uso de protetores bucais ainda é restrito aos praticantes do boxe.  Existem três tipos de protetores bucais: os pré-fabricados (com tamanhos P, M e G), os termoplásticos (pré-fabricados) e os confeccionados pelo dentista. Os confeccionados pelo Cirurgião Dentista são os melhores para o desempenho do atleta, pois é confeccionado após moldagem da arcada dentária, e é personalizado, não atrapalha na respiração e pode-se ingerir líquidos sem retira-lo da boca. Os protetores duram em média 1 ano, devem ser lavados com água corrente após o uso e armazenados em estojos próprios. Devem ser trocados nas crianças e adolescentes com certa regularidade, devido ao crescimento ósseo.

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Dr. Eron José Baroni CRO 3797 

Cirurgião Buco Maxilo Facial 

Especialista e Mestre em Cirurgia Buco Maxilo Facial (CTBMF) 

Membro do Colégio Brasileiro de CTBMF 

Professor de CTBMF na UNESC e UNISUL 

Membro do Corpo Clinico dos Hospitais: Unimed, São José e São João 

Sócio Proprietário da Clinica Oro Facial Criciúma LTDA

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