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Reabilitação fisioterapêutica nas entorses do tornozelo

              A entorse é uma lesão ligamentar aguda decorrente de estresse aplicado em uma articulação, provocando rompimento parcial ou total dos ligamentos, cuja função principal é manter as superfícies articulares encaixadas, produzindo estabilidade articular e limitando a amplitude de movimento e a fisioterapia é fundamental na reabilitação, desde a fase aguda até o retorno às atividades de vida diária ou esporte. Um programa de reabilitação adequada é essencial para a recuperação precoce da lesão, o retorno à função normal e também para melhorar a função da articulação do tornozelo. Os sinais e sintomas das lesões ligamentares do tornozelo variam de acordo com a gravidade da lesão, os tecidos acometidos e a extensão de seu acometimento. O tratamento em uma 1ª fase (até 48-72h após a lesão) e desde que não haja luxação ou fratura associada, consiste em controlar os sinais inflamatórios e tem como objetivos:

  • Repouso e orientações sobre a utilização de muletas desde que necessário;
  • Compressão do tornozelo com bandagens evitando o inchaço excessivo;
  • Elevação do pé;
  • Crioterapia (uso do gelo) de forma imediata à lesão com aplicação de gelo local por 20 min, com intervalo de 2h.

           Nas entorses de grau I, após este período de 3 dias, o paciente já deve apresentar assintomático ou com pouca dor residual e naqueles de grau II (ruptura parcial) e III (ruptura total), a fisioterapia divide-se em 3 fases:

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Fase II ou fase de Proliferação (4-10 dias)

  • Eletrotermofototerapia;
  • Auxílio das muletas na 1ª semana;
  • Drenagem linfática manual;
  • Banhos de contraste (redução do edema) – alternância entre água quente e fria que deve ser feito sob observação e orientação de profissionais a fim de evitar queimaduras;
  • Usar o pé apenas dentro do limite de conforto/sem dor;
  • Movimentos de flexão do pé e dedos, estabilização ativa e coordenação motora.
  • Exercícios de equilíbrio dinâmico e os proprioceptivos podem ser realizados (desde que tolerável).
  • Bicicleta estacionária.

Fase III ou fase de remodelação precoce (11 – 21 dias)

  • Reeducação da musculatura flexora, inversora e eversora do tornozelo;
  • Trabalho de estabilização dinâmica e propriocepção;
  • Treino de equilíbrio e coordenação;
  • Reforço muscular geral;
  • Inicio gradativo de caminhada/corrida.

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Fase IV ou fase de remodelação (reintrodução prática desportiva)

  • Exercícios funcionais;
  • Atividades pliométricas;
  • Ênfase no trabalho proprioceptivo.

                  Em média, a recuperação se processa em quatro semanas, embora isso seja variável em função da gravidade do entorse. Muitas entorses de tornozelo são reabilitadas com tratamento conservador, porém, algumas pessoas apresentam dor persistente e até crônica após a lesão devido a não reabilitação ou reabilitação inadequada entre elas a instabilidade crônica com frouxidão articular com falseios de repetição que pode estar associada ao desequilíbrio por falta de condicionamento muscular e também as lesões cartilaginosas no tornozelo. O retorno ao esporte, se ocorrido de forma precoce, poderá agravar a lesão pré-existente e até mesmo até levar a um dano articular permanente. Cada indivíduo responde em uma velocidade diferente e por isso não existe um tempo exato para retorno a atividade.No retorno às atividades esportivas, podem ser utilizados as bandagens funcionais (botinhas de esparadrapos, coban e bandagem elástica) com intuito de fornecer apoio, proteção e estabilidade articular ao tornozelo, sem limitar sua função

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e o retorno acontecerá quando a pessoa estiver conseguindo realizar:Movimento total do tornozelo lesionado;

  • Possuir força total;
  • Estiver correndo em linha reta sem sentir dor ou mancar;
  • Realizar movimentos com mudança de direção brusca;
  • Realizar saltos com ambas às pernas sem sentir dor.

Bruno Conti

CREFITO 136361-F

Fisioterapeuta do Criciúma Esporte Clube

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